segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Curso de Inglês para Adultos em Bournemouth (testemunho)

A Dra. Paula Piscarreta, vencedora do Concurso APPI-MultiWay de 2016 cujo prémio foi um curso de Inglês em Bournemouth na Escola Anglo-Continental, relata-nos agora em primeira mão as experiências vividas durante a sua estadia:

“O tempo tem estado a passar muito depressa. Os dias têm sido preenchidos com os afazeres típicos de um estudante estrangeiro - aulas, alguns TPCs, e algumas saídas.
Tem estado a ser uma experiência fantástica por todas as razões: a oportunidade de estar a 100% entre ingleses e poder contactar diariamente com a sua realidade local; poder comunicar com ingleses nos mais diversos contextos do dia a dia (escola, casa, rua, supermercado); ter a oportunidade de visitar locais há muito por conhecer, nomeadamente Londres.
Ontem, sábado, fiz uma visita a Londres. Perante a grandeza e a vastidão, foi uma visita pequena. Mas valeu a pena pelo impacto do espaço, da sua organização, da sua originalidade e da sua beleza sobre uma visitante que se sentiu realmente a navegar noutros mares.
Tenho apreciado muito as particularidades arquitetónicas de Bournemouth, nomeadamente a beleza dos espaços residenciais.
Mais uma vez agradeço a oportunidade proporcionada de enriquecer a minha experiência e o meu conhecimento.”


Paula Piscarreta






quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Projeto Social em Cabo Verde com o patrocínio da MultiWay

A Diana e o Romeu, são estudantes de teatro e música e os criadores do Projeto Laboratórios Creativ: vencedor do concurso ImpACTO 2016, promovido pela Gap Year Portugal e também com o patrocínio da MultiWay, e que tem como objetivo levar a arte e a cultura à comunidade Bravense (em Cabo Verde), nomeadamente a crianças e jovens que ainda não tiveram a oportunidade de explorar os seus potenciais e a idosos que na maior parte das vezes não tiveram incutidas nas suas vidas as artes e a cultura.

Fica aqui um pequeno balanço/testemunho das últimas semanas que estes dois jovens têm vivido junto das comunidades da Ilha Brava em Cabo Verde:

“…Temos tido alguns desafios pela frente, muitos dos quais até acabaram por enriquecer a nossa experiência. Apesar de todos serem super simpáticos e de os Bravenses serem pessoas muito afáveis, que se disponibilizam para ajudar em qualquer coisa (desde emprestarem-nos utensílios e aparelhos domésticos, convidarem-nos para comer com a família, mostram-nos a ilha, etc etc), sentimos que no geral existe alguma falta de responsabilidade nos compromissos que são feitos (obviamente que nem todas as pessoas são assim), o que por vezes dificulta o avanço do projeto. Um outro problema que encontrámos foi o da falta de pontualidade, em adultos e crianças. Nas primeiras vezes que trabalhámos com as crianças elas chegavam uma hora depois do acordado. No entanto, neste momento, arranjámos estratégias para os fazer ser pontuais e a maior parte deles já chegam 15 min antes da hora.

Uma outra pequenina dificuldade que temos tido tem a ver com a língua falada. Embora percebamos mais ou menos o crioulo, o desta ilha é bem mais difícil. As crianças falam maioritariamente crioulo, embora aprendam português na escola. Por essa razão, por vezes, no início demorávamos um pouco a perceber-nos mutuamente. Uma outra coisa que nos intrigou foi o facto de nos apercebermos que muito pouca gente quer fazer realmente alguma coisa pela ilha onde vivem. Grande parte das pessoas espera o visto para a América, outros são retornados da América e isso é um pouco triste. Ainda vivem o sonho americano.

Uma outra questão, de alguma preocupação, mas que, afetou pouco o trabalho que estamos a desenvolver, foi o facto de duas semanas atrás terem existido muitos micro-sismos em muito pouco tempo. Isso colocou a ilha em alerta laranja, com risco de erupção. Algumas zonas da ilha foram evacuadas e as pessoas foram trazidas para ficar a dormir nas escolas de Nova Sintra. Por essa razão, os laboratórios foram interrompidos por um dia, sendo que no outro levámos as nossas crianças e as que foram evacuadas para o estádio municipal, onde desenvolvemos atividades desportivas com eles, principalmente para os abstrair de toda a situação que estava a acontecer. Uma vez que a ilha tem muito poucos recursos, chamaram a proteção civil e alguns especialistas da Praia que estiveram a semana passada a viver na mesma casa que nós e analisaram toda a situação. Os evacuados já regressaram às suas casas e para já tudo parece normal - e os próprios geólogos disseram-nos que, em princípio o perigo já passou.

Relativamente ao projeto em si, tal como ficou definido, temos trabalhado com as crianças todos os dias. Em Portugal estamos habituados a trabalhar com miúdos mais irrequietos, e o facto de eles aqui serem muito mais "fechados" foi algo que nos surpreendeu. No entanto, isso valoriza ainda mais o trabalho que aqui viemos fazer, uma vez que assim sendo, eles necessitam ainda mais do teatro e da música para os ajudar a desenvolver capacidades que lhes permitam ser mais ativos e sociais.

Já tivemos o prazer de conhecer os idosos com quem vamos trabalhar, que são os idosos apoiados pela Cruz Vermelha. São maioritariamente doentes físicos (alguns mentais) e idosos retornados. Ao contrário das crianças no início, são quase todos muito animados e ansiosos por começar a aprender e trabalhar algo de novo, pelo que estamos ansiosos para começar o trabalho com eles. Com os idosos a questão da língua intensifica-se, uma vez que estes só falam mesmo um crioulo muito serrado. No entanto, como estamos a trabalhar com a Cruz Vermelha, temos uma senhora que nos vai acompanhar todo o tempo e ajudar na tradução.”

Para seguirem e apoiarem este Projeto acedam a:


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Golpe militar na Turquia

A tentativa de golpe militar que ocorreu esta noite na Turquia trouxe-me à memória um outro golpe, dessa vez bem-sucedido, que ocorreu em Setembro de 1980.

Tinha chegado a Istanbul na véspera e, como era meu hábito, ficara instalado no simpático Hotel Kennedy, um hotel que tinha várias vantagens: ficava mesmo ao pé de Taksim, a principal praça de Istanbul, era muito em conta e os quartos do último andar tinha terraços com ótima vista sobre o Bósforo.

Da varanda do Hotel Kennedy (Istanbul)

Um pequeno á parte: ontem à noite, enquanto que seguia o noticiário da Euronews um comentador português referiu a ponte sobre o “rio Bósforo”!!!!! Francamente. Há que ter o mínimo de cultura geral, ainda por cima porque estava a referir-se à ponte que liga dois continentes.

Voltando à minha história. Saí do hotel na manhã seguinte e notei que havia algo de estranho no ar. Rapidamente percebi do que se tratava quando cheguei a Taksim e vi a praça cheia de tanques e de soldados. No entanto, apesar do ambiente militar as pessoas circulavam e faziam a sua vida normal. Decidi fazer o mesmo mas, devo confessar, era a primeira vez que me encontrava num local onde decorria um golpe militar.

Praça Taksim com carros blindados (Istanbul)

Fiz a minha vida normal, visitei os meus amigos e fui aos locais onde já tencionava ir. Havia várias versões sobre o que se estava a passar, mas não havia pânico. No entanto, foi uma experiência diferente. Os soldados de vez em quando mandavam-nos parar ou então não nos deixavam ir para certos locais.

Entrada da Universidade de Istanbul

Uma vez estava calmamente a almoçar num restaurante onde ia bastantes vezes e entraram vários soldados armados que mandaram toda a gente levantar-se e encostar-se às paredes. Como passo facilmente por turco, nem pensei em dizer nada, levantei-me e fiz o mesmo. Revistaram-nos e depois foram-se embora.

Mesquita Sultan Ahmet (Istanbul)

De outra vez a minha amiga Nural tinha-me vindo buscar para ir à casa dela no lado asiático. Estávamos a atravessar a ponte, essa mesmo que mostraram na televisão e que é tão parecida com a nossa ponte 25 de Abril, quando os soldados mandaram parar o carro. A Nural saiu com o seu ar impassível, olhou-os bem de frente e disse algo que eu não entendi. Imediatamente fizeram imensas vénias, pediram desculpa e mandaram-nos seguir. O pai dela era alguém bastante importante no país e ela deve ter feito referência ao facto.

E foi assim que passei aqueles dias em Istambul, sempre rodeado de militares e de restrições mas sem qualquer verdadeiro incómodo. Como tinha apenas ido lá para rever alguns amigos antes de seguir para outro local o acontecimento não me alterou grandemente os planos e fiquei com mais uma história para contar.

Entrada do Palácio Dolmabahçe (Istanbul)


Domador de ursos (Istanbul)




segunda-feira, 11 de julho de 2016

Um ano a estudar em Nova Iorque

A Margarida é outra das nossas estudantes que esteve um ano letivo a estudar numa "High School" Americana, no caso dela em Nova Iorque.

"Desde que me lembro que o meu sonho era ir aos Estados Unidos. Finalmente, no ano passado, dei asas a este sonho e inscrevi-me no programa de intercâmbio da MultiWay, na ânsia de conhecer mais sobre esta cultura e país que sempre me despertou interesse. Decidir vir 10 meses para os Estados Unidos, sem saber para que cidade, longe  da minha família e amigos, completamente fora da minha zona de conforto!"






quinta-feira, 7 de julho de 2016

O sucesso profissional passa pelos cursos de hotelaria do SEG

O António Francês é um estudante da MultiWay a frequentar um curso de Hospitality Management no HIM em Montreux. O HIM é uma das cinco escolas que constituem o Swiss Education Group, de reputação mundial.

Clique aqui para ler o que ele tem para nos contar durante o seu actual estágio na Índia
Entusiasmado pelo percurso do António, o seu irmão João prepara-se para iniciar em breve um curso idêntico, na mesma escola.


Queres ser paga para viver nos Estados Unidos?

A proposta é da MultiWay e quer-te a receber um salário enquanto vives nos Estados Unidos da América, durante um ano.
Mudares-te para os States, melhorares o teu inglês, visitares o país e conheceres a cultura e as pessoas, e receberes uma remuneração, tudo enquanto tomas conta de crianças. Este é o programa Au Pair, pensado pela MultiWay para jovens do sexo feminino entre os 18 e os 26 anos, com o Ensino Secundário completo, e que queiram passar um ano em terras do Tio Sam.

Para leres toda a reportagem da "Revista Mais Educativa" sobre a sessão de esclarecimento do Programa Au Pair clica aqui.



sexta-feira, 24 de junho de 2016

Filipa Ferreira: “Au Pair foi a experiência que mudou a minha vida”

Um ano, 12 simples meses, e tu pensas: Como é possível mudar tanto em tão pouco tempo? E no entanto quando regressas tudo está diferente. Tu estás diferente.
As pessoas chamaram-me maluca quando decidi deixar o conforto de casa para me aventurar no mundo Au Pair, mas eu não as ouvi… e foi a melhor coisa que fiz!

"Não tenho a certeza do que ia à procura quando parti, o que sei é que ganhei muito mais do que alguma vez poderia imaginar.
Tornar-me Au Pair foi a experiência que mudou a minha vida, que me mudou a mim. Um ano lá fora e de repente dás por ti a desafiar a pessoa que julgavas ser, um ano longe das pessoas que gostam de ti e atreveste a ser diferente, um ano sozinho e aprendes a tornar as tuas fragilidades em pontos fortes. A experiência de uma vida, sem dúvida.

Sempre adorei viajar, mas há algo de diferente quando temos a oportunidade de ficar num lugar por um tempo prolongado. Há um mundo fantástico lá fora à espera de ser descoberto, pessoas a conhecer, e não consigo deixar de me surpreender como pessoas de diferentes culturas, passados, idades, com diferentes objetivos e experiências de vida se podem conhecer de formas tão aleatórias e criar fantásticas amizades que podem durar vidas.

Algo que aprendi enquanto Au Pair é que a tua casa não tem de ser um sítio, pode ser uma pessoa, um som, uma música, um sorriso, um abraço ou até uma rotina… a tua casa é onde está o teu coração, onde te sentes seguro. Enquanto fui Au Pair senti-me realmente em casa.
Os laços com a família de acolhimento e com as crianças mantém-se fortes, bem como as amizades criadas durante o programa.

Desde o início que sabia que a minha experiência como Au Pair estava a ser fantástica, mas é apenas agora olhando para trás que realmente percebo o papel que este ano teve em tornar-me na pessoa que sou hoje.
Já passaram seis anos desde que voltei, e sem dúvida, nada do que eu vivi até hoje se pode comparar a esta experiencia.
Há decisões nas nossas vidas das quais nos arrependemos, algumas que não temos a certeza como nos sentimos e outras das quais simplesmente estamos orgulhosos. Tornar-me Au Pair é sem dúvida algo que guardo com orgulho.

Tudo o que aprendi durante o meu ano como Au Pair teve um impacto enorme na forma como tenho encaminhado a minha vida desde que regressei. Desde conseguir um melhor emprego por causa do meu nível de inglês e capacidade de adaptação a outras culturas, como a coragem para embarcar em outras aventuras por países estrangeiros. Desde o meu regresso já trabalhei dando apoio técnicos exclusivamente a países de língua inglesa, já estive a fazer voluntariado na Polónia por 7 meses, e estou agora a tentar desenvolver o meu próprio projecto em Moçambique.

A minha vida não teria sido a mesma sem esta experiência. Teria sobrevivido, ter-me-ia acomodado, mas não seria a pessoa que sou hoje, e não teria a mesma satisfação. Mais importante ainda, não teria conhecido as crianças que me tocaram o coração de uma maneira que eu não sabia ser possível. Assim posso apenas desejar que mais pessoas se atrevam a tentar, porque ser Au Pair é realmente uma experiência incomparável."

Podem ler o Blog pessoal da Filipa aqui:




Tal como em muitos outros casos, é um orgulho ver as nossas antigas Au Pairs darem cartas nos Estados Unidos!
E tu? Vais continuar aí parada? Embarca nesta aventura!